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sábado, 12 de agosto de 2017

Google processada por antigo funcionário

Na semana passada o engenheiro James Damore foi despedido pela Google depois de ter escrito dez páginas a defender a desigualdade entre homens e mulheres e as políticas de diversidade da empresa. O engenheiro James Damore entregou dia 7 de agosto no Conselho Nacional de Relações de Trabalho (CNRT) uma queixa contra a Google.
Até ao momento, e consultando a página do CNRT, sabe-se que a Google será representada pelo escritório de advocacia Paul Hastings. A queixa encontra-se ainda classificada como alegação e declarada como “Declaração coerciva (ameaças, promessas de benefícios, etc.)”.
O Business Insider dúvida que a Google venha a perder este caso para James Damore. A juntar-se a esta opinião está um outro funcionário da Google ao dizer que a liberdade de expressão existe mas que isso não invalida o facto de ser poder vir a lidar com as consequências.
Ao The New York Times Damore já havia dito que planeava apresentar uma queixa formal por supostamente a Google o estar a “deturpar e envergonhar” para todos. Segundo o próprio ele tem o “direito legal” de expressar as suas preocupações sobre os termos e condições do local de trabalho bem como de comportamentos “potencialmente ilegais” vindos da empresa.

Youtuber português lança alerta para burlas online

O conhecido youtuber português de tecnologia, Nuno Agonia, publicou um novo vídeo no seu canal onde dá conta de um caso de burla online em Portugal. O youtuber conta a situação de um amigo seu, que comprou um iPhone 7 numa plataforma de usados na Internet a um preço bastante apetecível e acabou por ser totalmente enganado.
No interior da caixa, constava lá o produto. O problema é que era um iPhone 8 falso, sem nada no seu interior, apenas um material que faz peso, para dar a entender que o produto é mesmo real. “Exteriormente está tudo bem. Até ao ponto em que tu ligas. Quando ligas, esquece, não vais ter nada”, explica Nuno Agonia.
Neste sentido, o youtuber alerta os seus visualizadores para estes casos, sublinhando que não há milagres. “Não acredites em milagres. Pessoal, não vão em conversas. Quando são equipamentos extremamente caros vocês que comprem a um amigo, a alguém que sabem que comprou o produto e agora se está a desfazer dele”, conclui.

Nintendo já vendeu 4,7 milhões da sua consola Nintendo Switch

Já há algum tempo que a Nintendo não tinha um sucesso nas consolas deste tipo, o que demonstra que a fabricante nipónica fez a aposta certa. Os resultados são muito bons no geral, mas temos que destacar as vendas da Nintendo Switch, que já comercializou mais de 4,7 milhões de unidades, até ao dia 30 de junho.
A consola da Nintendo surpreendeu logo na apresentação, tendo em conta o conceito que da consola e os resultados não se fazem esperar, já que nos primeiros quatro meses de vendas, já comercializou um número muito bom de unidades. Até em Portugal, foi confirmado que a consola teve o melhor lançamento de sempre no mercado português, o que já eram excelentes indicados para a empresa.
Mas também nos jogos as coisas es~tao a correr bem, já que já foram vendidos mais de 13,6 milhões de jogos, sendo que 8,1 milhões de unidades foram adquiridos entre abril e junho. O jogo mais vendido é o The Legenda of Zelda, com 3,9 milhões de unidades, seguido pelo Mario Kart 8 (3,54 milhões), 1-2-Switch(1,2 milhões) e ARMS(1,1 milhões).
O único problema que a Nintendo tem passado é o que, à partida, seria o menor problema, que é a produção. Isto porque os pedidos superaram todas as expetativas da Nintendo e, por esse motivo, a empresa tem verificado inúmeras ruturas de stock, o que, de certeza, tornou o número de vendas menor do que teria sido. Apesar deste pequeno problema, acabam por ser boas notícias para a empresa que se chegou a pensar que poderia enfrentar problemas.

Huawei Mate 10 será apresentado no dia 16 de outubro

Há sempre muitos rumores sobre os equipamentos topo de gama e o próximo Huawei Mate não é diferente. Se já se tinha “falado” que outubro seria a altura de apresentação do equipamento, a data exata ainda não era “oficial”, mas hoje foi divulgada a provável data de lançamento do equipamento.
A informação foi divulgada, inicialmente, por um site polaco (que está offline neste momento, e, posteriormente, pelo GSMarena. Segundo as informações divulgadas, o Huawei Mate 10 deverá ver a luz do dia no próximo dia 16 de outubro, em Munique. Parece que a Huawei gosta de apresentar a gama Mate na Alemanha, como tem acontecido.
Por agora, ainda não há qualquer confirmação oficial, mas os rumores apontam para um smartphone topo de gama, com um ecrã de 6 polegadas QuadHD e margens muito reduzidas, mantendo o mesmo tamanho do modelo anterior, equipado com o próximo processador Kirin 970.
Há ainda a informação que a Huawei poderá lançar uma versão mais barata do equipamento, um Huawei Mate 10 Lite, o que parece, à partida, um pouco estranho, mas nunca se sabe.
Por agora, é esperar que estas informações se tornem oficial, o que já não deve faltar muito.

Análise Nokia 3: Está de volta, mas com Android


A Nokia quer voltar a surgir como uma marca de referência no campo dos smartphones. Se há uns anos atrás era a primeira opção de muitos, atualmente deixou de ser dado o seu sistema operativo, Windows Phone, não ser o melhor e atrair poucos usuários.
Assim sendo, a marca sediada na Finlândia relançou há pouco tempo o famoso Nokia 3310, que se revelou uma excecional acção de marketing. Na sequência do dito relançamento, a empresa aproveitou ainda para apresentar o Nokia 6, Nokia 5, e Nokia 3, um enorme esforço na reintegração no mercado de telemóveis inteligentes.
O smartphone que vamos aqui analisar é o Nokia 3, um dispositivo que surge com um design premium a um preço acessível de 169 euros e o Android 7.

Especificações e Acessórios

  • Tecnologia 4G (Velocidades de download até 150Mbps)
  • Ecrã 5.0″ HD
  • Câmara de 8 MP
  • Câmara frontal 8.0 MP
  • Processador de 1.4 Ghz Quad-Core
  • Memória interna de 16 GB
  • Dimensão (comp x larg x esp) (mm): 143,4×71,4×8,5
  • Peso (g): 85
  • Bateria: Li-Ion 2630 mAh
  • Autonomia em Stand By (até/h): 590
  • Autonomia em Conversação (até/h): 14
  • Visor & Imagem
  • Câmara frontal (Megapixel): 8
  • Ecrã – tamanho (polegadas): 5,0”
  • Ecrã – resolução (horizXvert) (pixel): HD (1280×720)
  • Câmara traseira (Megapixel): 8
  • Entretenimento/Utilitário: A-GPS
  • Tecnologia: 4G, HD Voice, NFC
  • Sistema Operativo: Android 7.0
  • Processador: 1,25 GHz Quad-Core
  • Memória: 16 GB | 2 GB (RAM)
  • Frequência: Quadband
  • Bluetooth™ (norma): 4.0
  • Cartões de memória (Lê)

Design e Ecrã

O Nokia 3 apresenta um design interessante para o preço que pratica. Dá a ideia que temos nas mãos um telemóvel perto de um topo de gama. A traseira está construída em policarbonato e as bordas de metal dão a este equipamento um look premium, quando comparado com outros telemóveis da marca.
Este equipamento está disponível em quatro cores: preto, azul escuro e duas opções em branco.
Durante os nossos testes, detetamos que o botão de energia por vezes pode funcionar mal. Principalmente se tiver os dedos grandes, uma vez que o botão é pequeno e você facilmente carrega no botão de cima, correspondente ao volume.
No topo do telemóvel, você encontra uma entrada de 3,5 mm para colocar os auscultadores e na parte inferior do smartphone há uma porta micro USB para carregar e transferir dados.
Quanto ao ecrã, o equipamento conta com uma tela de 5 polegadas e com uma resolução de 720p, um pouco abaixo do esperado para um smartphone desta geração.  Ainda assim apesar de não ter uma resolução Full HD, o Nokia 3 apresenta imagens nítidas e um ecrã aceitável tendo em conta a gama em que está inserido. No entanto, se a resolução e o brilho do ecrã for um ponto que valoriza muito num smartphone, aconselhamos que procure outro equipamento que se ajuste melhor às suas necessidades.

Desempenho

O desempenho do Nokia 3 não é perfeito, ficando um pouco aquém das expetativas. Equipado com um processador MediaTek MT6737, 2 GB de RAM e 16 GB de memória interna, oferece uma experiência razoável, mas nada por aí além.
Durante os testes que realizámos ao telemóvel demo-nos conta que algumas aplicações demoram demasiado tempo a carregar e por vezes o dispositivo trava em aplicativos mais pesados. A parte boa é que o Nokia 3 tem o Android 7 e não o Windows Phone que nos habituámos a ver nos equipamentos desta marca.
Desbloquear o telemóvel também é uma tarefa que nos habituámos a fazer com alguma rapidez, através dos sensores de impressão digital, que infelizmente não é possível com o Nokia 3. Este dispositivo não vem equipado com esta tecnologia, o que pode ser outro ponto negativo e decisivo na hora de escolher um novo smartphone.

Câmara

Ambas as câmeras deste smartphone são de 8MP. Claro que não são topo de gama, mas uma vez que o telemóvel também não o é, já seria de esperar. Ainda assim, em condições de boa luminosidade, a câmara traseira é capaz de captar imagens bastante nítidas. Nas condições em que a luz não é tão boa já não se porta assim tão bem, mas possui um poderoso flash LED capaz de ajudar.
No que toca à câmara frontal, esta é bastante razoável e cumpre o objetivo de tirar selfies.

Veredito: Nokia 3

O Nokia 3 é um telemóvel que vem equipado com uma versão recente do Android e tem  um design bastante interessante, que dá a sensação que temos um telemóvel premium nas mãos. O problema é que, tal como já referimos ao longo da nossa análise, o seu desempenho não é o melhor. Não é um dispositivo muito potente e trava frequentemente quando acedemos a aplicações mais pesadas, sendo este um ponto bastante negativo neste telemóvel, uma vez que é sempre chato não conseguirmos desempenhar as nossas tarefas com o nosso smartphone. Além disso, a bateria descarrega mais rapidamente que a maioria dos equipamentos.
Assim sendo, para quem pretende um telemóvel dentro do normal, com um design bonito e para cumprir funções básicas, pode ser uma boa opção. No entanto, para os utilizadores mais exigentes, que pretendem jogar jogos pesados ou outras aplicações, não aconselhamos a compra deste Nokia.
Pontos fortes:
  • Design
  • Sistema Operativo Android
  • Preço
Pontos fracos:
  • Durabilidade da bateria
  • Ausência de sensor de impressões digitais
Desde já agradecemos à Nokia por nos ter cedido o equipamento para testes. Pode encontrar o equipamento à venda nas lojas de retalho por 169,99€. Segue a nossa galeria de imagens:

Análise Tbee: uma box Android portuguesa que proporciona uma integração total

Nós estamos habituados a associar as Android Boxes a produtos chineses, mas em Portugal também há uma empresa que tem uma marca própria para este produto, a Tbee. Esta Android Box é um pouco cara, mas tem funcionalidades únicas e preparadas para o mercado português, que não irá encontrar em outras boxes.
Esta TV Box é feita por portugueses a pensar no mercado nacional e, só por isso, já merece a nossa atenção. Permite-nos tornar a nossa televisão, numa SmartTV, mas não só, dá um passo em frente e permite a ligação das boxes das operadoras à própria Tbee, o que permite uma interação total, que não acontece com as Boxes Android “normais”. Foi das funcionalidades que achei mais interessantes.
O preço de 179,99€ não é baixo e os mais entendidos considerarão excessivo, mas a Tbee não foi pensada para ser uma Android Box para os geeks, mas sim facilitar a transformação do nosso sistema de entretenimento em casa a qualquer pessoa. E, sem dúvida, que isso é conseguido, permitindo a instalação das mais variadas aplicações Android, além de ainda ter, no mesmo sistema, todos os canais da box da NOS, Vodafone ou da MEO.
Vale a pena ler a análise para perceber quais os aspetos positivos e negativos deste produto.

Design e descrição

Em termos de design não a considero excelente, já que não é inovador e, talvez, um pouco grande demais. No caso desta box, não será do nosso interesse “escondê-la” já que a mesma tem uma câmara frontal que além de permitir video conferências, também tem controlo por gestos. Assim, o design é importante e não é o principal fator desta box.
O comando, por seu lado, é bem interessante. Pequeno, simples de usar e intuitivo, sendo que por trás tem um teclado QWERTY completo que é muito importante para pesquisar. O carregamento é feito por microUSB e pode ser feito através da própria Box, já que a mesma tem portas USB.
Em termos de especificações, podemos contar com 2GB de RAM, 8GB de armazenamento, câmara frontal HD, processador Amlogic S812 quad-core, tem duas portas USB 2.0, HDMI IN, HDMI OUT, Ethernet, compartimento para microSD e suporta video 4K.
O comando funciona através de wifi, com um recetor na box, sendo que além do teclado QWERTY ainda tem um rato através do movimento do comando.

Desempenho

O desempenho da Tbee é bom e para se diferenciar da concorrência, foi criado uma interface própria e mais funcional, apenas com dois menus por onde consegue aceder a todas as funcionalidades da box. O sistema é simples de utilizar e sempre que escolhe uma opção nesse menu, do lado esquerdo aparece as aplicações mais utilizadas pelo utilizador, pequenos atalhos que facilitarão o utilizador.
Não há muito que enganar, o KODI é mesmo o sistema por trás de toda a interface da Tbee, sendo que o interface criado pela empresa “trabalha” por cima do KODI e o torna mais fácil de usufruir para um utilizador comum. Mas, felizmente, tem o sistema Android e o acesso à Google Play, o que permite a instalação de variadas aplicações que também tem no seu smartphone.
Experimentámos várias e todas funcionaram corretamente, no entanto há que ressalvar um pormenor, com o comando só dá para fazer “um toque” portanto qualquer aplicação, e nomeadamente jogos, que precise de mais do que “um toque no ecrã”, não conseguirá utilizar, mas isso é o problema das aplicações serem feitos para ecrãs táteis e não para televisão.
Há, sobre o Android, um ponto negativo, já que em pleno 2017 termos uma box Android com a versão 4.2.2 Lollipop, está um pouco atrasado. É que esta versão foi lançada em 2013 e a Quidbox deveria ter pensado nesse aspeto.
A Quidbox ainda integrou uma funcionalidade que permite ter streaming de centenas de canais disponíveis via internet, como por exemplo o Manchester TV, entre outros.
Uma funcionalidade que achei muito interessante é o HDMI-IN, que permite ligarmos a nossa box de operadora à Tbee e, assim, fazer uma interação total. Normalmente, temos de andar a mudar no televisor a entrada HDMI que queremos, para termos a box de operadora e/ou a box Android, mas com a Tbee isso não é preciso.
Como a Tbee foi feita a pensar no nosso mercado, temos a possibilidade de integrar a box do operador com a Tbee e controlar tudo através do mesmo comando, da Tbee. Uma funcionalidade que achei muito interessante e que facilita, muito, o dia a dia de muitos utilizadores.
Ainda nesta área, se quiser ir à procura de uma aplicação, a imagem da televisão/box é reduzida para uma pequena janela e, assim, continuamos a ver o que está a dar na televisão, ao estilo do que acontece com as aplicações do YouTube. Muito bom.
Experimentámos os comandos por voz e os comandos por gestos, e se por voz tudo correu normalmente com uma excelente taxa de acerto, o mesmo não aconteceu com os comandos por gestos, já que tive alguma dificuldade para detetar a minha mão. Experimentei com boa luz e com pouca luz, mas o desempenho não foi muito bom. No final, o comando será sempre o controlo primordial num dispositivo deste tipo e quando pensamos na televisão.

Veredito: Tbee Android Box

A Tbee não é uma box para os entendidos ou Geeks, mas sim para o utilizador comum ou menos à vontade com o Kodi. Com a Tbee tem uma integração total com a box de operador e uma interface intuitiva e simples para qualquer utilizador, não necessitando de muito tempo para aprender. Além disso, vem acompanhado com uma câmara e um comando com teclado, o que é muito útil.
Não considero o design muito apelativo, até porque tem de estar visível para que a câmara nos veja, sendo que a versão Android também deveria ser mais recente. É que já vamos no Android 7.0 Nougat. O preço também consideramos alto, mas para uma pessoa que não esteja à vontade com o Android na televisão, poderá ter mais interesse nas funcionalidades que a Tbee lhe proporciona.
Pontos a favor:
  • Interface intuitiva e simples para todos
  • HDMI-In permite integração total com boxes de operadores
  • Câmara para videochamadas
  • Comando com teclado QWERTY
  • Integração com o KODI
Pontos Contra:
  • Preço
  • Design
  • Android 4.4.2
Desde já agradecemos à Quidbox por nos ter disponibilizado uma unidade para teste e pode encontrar a Tbee à venda nas lojas de retalho por 179,99€. Segue-se a nossa galeria de imagens:
Nexus, a linha pura do Google, sem a interferência errante das fabricantes colocando atalhos, aplicativos, launchers, Jequiti e outras coisas enfiadas no sistema sem necessidade. Mas agora, essa linha encerrou-se, e temos o Pixel em seu lugar.

O aparelho

Se no passado tínhamos os nexus como representantes Android oficiais, temos no Pixel uma linha mais estreita e com ainda mais controle da gigante sobre o hardware que equipa a peça. A gigante não produz peças, mas "usa" uma linha de montagem (no caso a da HTC) para fazer o que quiser, em teoria indo mais fundo que a linha Nexus em termos de "esse aparelho é do Google". O site oficial do Pixel deixa claro isso, ele é o "madeby.google.com".
Construído com boa pegada e toque extremamente agradável, temos no Pixel o alumínio aeroespacial combinado com partes de vidro em sua carcaça. As cores disponíveis do modelo são "Quite Black", "Very Silver" e "Really Blue".
Apenas uma nota: quando falamos boa pegada, citamos especificamente a moldura do aparelho, não a traseira. Já falaremos dela.
Porém, o Pixel mostra-se um aparelho extremamente minimalista em sua frente. Não existem detalhes, apenas a moldura da tela com sensores, câmera frontal e saída de som para ligações. Como primeiro aparelho da linha-mestra do Google, inovação sem dúvida não foi o foco do modelo que traz exatamente o esperado para um smartphone Android.
Na sua traseira o design mostra-se mais chamativo, afinal existe uma peça de vidro que ocupa aprox. 1/3 das costas do aparelho. Aqui concentram-se sensores, câmera e leitor de impressões digitais, o "Pixel Imprint".
Essa traseira (na sua parte em metal) é terrivelmente lisa, e não ajuda em nada na boa pegada da moldura. A parte em vidro dá uma força para evitar escorregões, porém não ajuda em nada a já baixa resistência a riscos e danos leves do modelo. Dizemos isso pois em praticamente zero de uso (nós apenas abrimos o Pixel na redação e colocamos ele sobre a mesa algumas vezes) já pudemos notar pequenos riscos em sua traseira. Isso é óbvio, basta colocá-lo sobre qualquer superfície para saber que essa traseira artística não é funcional.
Não menos importante, temos no topo do modelo um conector para fones de ouvido de 3.5mm, mostrando que o próprio Google não engoliu ainda a ideia de remover uma das conexões mais funcionais para áudio mobile da vida das pessoas. Pena que esse mesmo Google não entendeu que aparelhos de alto nível devem oferecer proteção contra água, deixando o Pixel sem esse ponto de durabilidade.
Nota: quando falamos proteção contra água, não falamos de suportar uma chuvinha ou espirro. Falamos de cair numa privada, ser submerso, aguentar de verdade contato com líquidos ou tempestades.


Especificações

Rodando o Android v7.1 (Nougat), temos um aparelho que em sua página oficial mostra a diferença entre utilizar um Android "Google" e utilizar um "Não-Google". Ele especifica que o Pixel traz 2 anos de upgrades no Android garantidos, e três anos de atualizações de segurança garantidas. É outro nível.
Além desse tapa na cara temos no aparelho:
"Chipset Qualcomm Snapdragon 821"
- CPU Quad-core (2x2.15 GHz Kryo & 2x1.6 GHz Kryo)
- GPU Adreno 530
- 4GB RAM
- Armaz. interno de 32/128GB
- Wi-Fi a/b/g/n/ac (dual-band)
- Bluetooth v4.2
- GPS/GLONASS
- NFC
- USB-C
- Leitor de impressões digitais


Display e Multimídia

Dando vida ao Pixel temos uma tela AMOLED de 5" (com acabamento 2.5D e proteção Gorilla Glass 4), rodando na resolução FHD (1080p), fechando em 441ppi de densidade.
Como a indicação AMOLED já diz, temos nessa tela cores vívidas e com contraste de alta eficiência. Pelo uso é possível ver que a calibração dela foi bem realizada, não mostrando saturação excessiva como alguns painéis com a tecnologia podem apresentar.
São imagens com cores bem definidas, mostrando luminância onde é necessário e total escuridão nas zonas pretas (além de um nível de brilho BEM baixo quando necessário, no escuro), carimbando outra vez o que o AMOLED pode oferecer.
O ângulo de visão é OK, permitindo boas inclinações antes de perdas significativas nas imagens do Pixel. A visualização sob luz forte também é apenas OK, suficiente para ver as informações no display.
Nota para o modo reduzido do Display que é mostrado quando a tela está bloqueada. Basta levantar o Nexus para que a tela se ative e mostre suas notificações pendentes, fazendo assim o usuário estimular-se a desbloquear o Pixel para interagir com o que chegou de novo. É um recurso herdado dos Nexus que sempre é bem-vindo.
Uma nota também para o "Modo Noturno" incluso pelo Google, função que permite tingir fortemente de amarelo-alaranjado a tela do aparelho (seja a ativação do recurso manual ou em modo automático ao pôr-do-sol). Ela pode parecer estranha num primeiro momento, mas nada mais é que algo similar ao que já vimos nos iPhones recentemente, sendo um "protetor contra luz azul", conhecida por interferir no bom ciclo do sono. Essa cor bizarra ajudaria você a dormir melhor, principalmente se você joga coisas deitado ou fica no Facebook antes de dormir.


Usabilidade e Desempenho

Android puro significa um toque a mais de tempero no Pixel. O cartão de visita dele com seu Android 7.1 passa do tamanho de fonte / ícones bem acertado para seu porte: ele traz um launcher específico (o Pixel Launcher. Sério). Ele quase é o Google Now Launcher, porém traz a gaveta de APPs acessível por um gesto vindo de baixo para cima, direto na tela inicial.
É bem provável que essa identidade visual vá parar no Google Now Launcher (e muito em breve), e talvez você que esteja vendo esse vídeo no futuro já esteja com ela.
Vale notar que o leitor de digitais do Pixel fica numa posição bem conhecida por nós, ou seja, na traseira (sendo reservado para o indicador). O apoio é natural, e como esperado basta tocar na região do "Pixel Imprint" (nome oficial do leitor) e pronto. Mesmo com a tela desligada, a leitura é feita e ativa o aparelho. Nada de novo, apenas funciona (muito) bem, como esperado.
A novidade fica por conta de permitir ao usuário acessar as notificações do Android pelo sensor, dando adicionalmente a função de "atalho" para a peça.
Equipado com CPU e GPU propriamente pensadas em alto desempenho, temos um exemplo de Android nas mãos, deixando tudo que é necessário para o sistema rodar no máximo disponível.
Nosso destaque vai para a excelente, excelente performance do modelo com gráficos 3D. Ele não só mandou muito bem em todos nossos testes, ficando no clubinho seleto dos aparelhos que "estão acima do nível da Play Store", como também mostrou que seu chip roda mais frio que o normal. Ele aquece notavelmente menos que os modelos robustos com Snapdragon 820 que já testamos. O truque do Pixel é trazer o Chipset 821 com clock ajustado para o mesmo do 820, convertendo a "micro-melhoria" do novo chip em eficiência energética e térmica. Uma sábia decisão.
Como fazemos em aparelhos mais fortes, convidamos vocês para os resultados do Smartphone no GeekBench 4, Antutu e 3DMark.

Câmeras

Para a traseira do Pixel temos um sensor de 12.3MP (com detecção de face + laser), além de f/2.0 para a peça com uma lente equivalente a 26mm. Ele produz vídeos em 4K @ 30fps.
Infelizmente não existe estabilização óptica no Pixel, uma falha curiosa para um aparelho de alto nível como ele se propõe a ser. E tem mais história: conforme contarmos, você vai estranhar mais a falta do OIS.
Para acessar a câmera, basta apertar duas vezes o botão liga/desliga, e a interface da câmera aparecerá para iniciar uma captura. Nesse momento, o Pixel estará pronto para o modo HDR+ (modo que sempre assume a frente quando a câmera é iniciada). O porém fica justamente pelo modo passivo do HDR+, que mantém os últimos 9 quadros na memória, algo como um "micro-vídeo" pronto para ser fundido com a imagem atual a ser capturada, processada e entregue para o usuário como foto final.
E nessa hora temos o brilho do Pixel, com seu excelente software de pós processamento. Nesse truque todo, ele consegue preservar os detalhes ao mesmo tempo que aplica correção de ruído e estabiliza a exposição da foto/saturação de cores.
Esse truque todo e processamento acontece nos bastidores, e não há penalidade para o usuário em esperas ou travamentos.
Mas é claro, nesse universo perfeito e doce pode acontecer "aquela cena" que não funciona em HDR, e você QUER registrar aquela sombra ali, marcar o contraste. Nessa hora você deve desativar o HDR+, e AÍ SIM fará falta a estabilização (OIS). É uma câmera tão bem projetada para fazer tudo por você que "sair da caixinha", usar ela diferente... quase dá "meio errado". Ela funciona absurdamente bem para quem saca o celular do bolso e bate a foto - nessas situações algumas fotos saem de cair o queixo mesmo.
Até mesmo fotos escuras tem ruído sob controle. Notavelmente o Google fez um excelente trabalho em seu software, e merece o destaque que o Pixel tem recebido mundo afora.
Para a câmera frontal, temos 8MP com f/2.4 e foco fixo, fazendo fotos equilibradas e de boa qualidade. Sem notas extras aqui, apenas uma câmera selfie de boa qualidade que bate o nível alto esperado para o Pixel.

Bateria e Acessórios

Com tanque de 2.770 mAh, o Pixel mostra que os números do Google são estranhos. Segundo seu site oficial, parece claro que o Pixel chega ao final do dia com absurda facilidade. Na prática não é todo esse açúcar com leite condensado por cima.
O tanque dele fica abaixo dos 3.000 mAh que tanto dizemos aqui no Canaltech, e oferece alto poder de processamento. Dito isso, iniciamos nosso teste de streaming contínuo via Wi-Fi com brilho máximo, sendo cada ciclo medido de 1h.
O resultado foi uma descarga média de 15% por hora, mostrando um bom número e indicando que o Pixel pode sim chegar ao final do dia em uso ativo normal, ficando entre os bons aparelhos que já passaram por aqui.
Porém esse número não bate com o exagero que o site do Pixel mostra, onde é mostrado 12 horas de uso intenso (!). Nesse quesito, mesmo a curadoria do Google foi incapaz de fazer algo pela ridícula e decrescente vida de bateria que nossos smartphones tem mostrado ao longos dos últimos 5 anos, nunca passando de um dia de uso.
Ainda na caixa temos um "senhor" carregador de alta capacidade, sendo uma unidade de 15/18W de saída. Para o Pixel que testamos, faz-se proveito apenas dos 15W, carregando o aparelho numa taxa de 5V e 3A de saída. Não é o "quick charge" da Qualcomm, mas trata-se de uma quantidade muito grande de carga fornecida ao longo do carregamento, reduzindo bastante o tempo de carga necessário.
Na caixa temos ainda um cabo USB-C para C que serve justamente para o carregador do Pixel, além de outro cabo (sendo este USB-C para A), permitindo que você conecte seu Pixel a PCs que ainda não tem a porta USB-C sem uso de adaptadores. Porém existe, na caixa, um bocal adaptador USB-C para A, onde você pode conectar outros dispositivos não-C ao Pixel ou mesmo fazer migração de dados, o "Quick Switch" como propõe o Google.
Há também uma chave para remoção de SIM-card para completar esse MEGA pacote do Pixel.


Vale a pena?

Com venda apenas no exterior (sem previsão alguma para chegada oficial ao Brasil, afinal o Google pouco se importa em vender coisas aqui de forma direta pelo store.google.com), temos o Pixel na lista de aparelhos que sentam ao lado do Galaxy S7 e iPhone 7 quando o assunto é preço. Sim, até mesmo lá fora ele é caro.
Preço oficial: US$ 649. Um valor incrível. Você leva um bom telefone para casa, mas aceita de mãos atadas o preço irreal que a Apple e a Samsung já praticam - uma ofensa financeira, basicamente.
Sabe por que telefones caríssimos vendem? Porque há quem compre. O Google resolveu jogar nesse time também. Não é a prova d'água, não traz INOVAÇÃO de fato. É apenas um "Nexus", um ótimo aparelho com updates direto do Google garantidos. Vale essa grana toda? Sinceramente estamos na dúvida.